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AS TRANSFORMAÇÕES NO BATISMO

Publicado: 8 de janeiro de 2009 em Batismo

A maioria dos cristãos evangélicos pratica e acredita no “batismo dos crentes” ao invés do “batismo infantil”.

Igualmente, a maioria dos protestantes pratica e acredita no batismo pela “imersão” em vez da “aspersão”. Tanto o NT como a história da igreja primitiva se alinha a estas posições.

Porém, é típico na maioria das igrejas modernas somente aplicar o batismo depois de passado um grande período de tempo após a conversão. Muitos cristãos são salvos em determinado momento e batizados muito tempo depois. No século I esta prática era desconhecida.

Na igreja primitiva, os convertidos eram batizados imediatamente após a conversão. Um pesquisador fala sobre batismo e conversão, “Ambos andavam juntos. Os que se arrependiam e acreditavam na Palavra eram batizados. Até onde sabemos, esse padrão era invariável”. Outro escreve, “Ao nascer a igreja, os convertidos eram batizados com pouca ou nenhuma demora”.

No século I, o batismo em água era a confissão externa da fé de uma pessoa. Mais que isso, era a forma como alguém vinha ao Senhor no século I. Por esta razão, a confissão do batismo vincula-se vitalmente ao exercício da fé salvadora. Tanto que os escritores do NT muitas vezes utilizavam o “batismo” em vez da palavra “fé” referindo-se a ser “salvo”. Isto pelo fato do batismo ser, entre os primeiros cristãos, a confissão inicial da fé em Cristo.

Em nossos dias, a “Oração do Pecador” substituiu o papel do batismo na água como confissão inicial de fé. É dito ao candidato, “Diga esta oração depois de mim, que aceita Jesus como ‘Salvador Pessoal’, e que será salvo”. Mas em nenhuma parte em todo o NT achamos qualquer pessoa sendo conduzida a Deus pela “Oração do Pecador”. E não há o menor sussurro na Bíblia sobre um “Salvador Pessoal”.

Senão vejamos, os incrédulos do século I eram levados a Jesus Cristo pelas águas do batismo. Se me permite dizer dessa maneira, o batismo na água era a “Oração do Pecador” do século I! O batismo acompanhava a aceitação do evangelho. Isso marcava uma separação completa com o passado e uma entrega completa a Cristo e Sua Igreja. O batismo era ao mesmo tempo um ato e uma expressão de fé.

Então, quando houve a separação entre o ato do batismo e o recebimento de Cristo? Isso começou no século II. Alguns cristãos influentes ensinavam que o batismo necessitava ser precedido por um período de instrução, oração e jejum. Esta tendência piorou no século III quando alguns dos novos convertidos tinham que esperar até três anos pelo batismo!

Se você fosse um candidato ao batismo no século III, sua vida seria profundamente examinada. Você teria que se mostrar digno do batismo por sua conduta. O batismo chegou a ser um ritual adornado e rígido que havia adotado muitos aspectos das culturas judias e gregas — complicado com a bênção da água, tirar toda roupa, repetir um credo, ungir de azeite, exorcismo, e dar leite com mel à pessoa recém batizada. Isto chegou a ser um ato de obras em vez de fé.

O legalismo que envolvera o batismo revelou um outro conceito mais surpreendente: Somente o batismo perdoa pecado. Se uma pessoa comete pecado depois do batismo ela não pode ser perdoada. Por esta razão, a demora no batismo chegou a ser bem comum pelo século IV. Na medida em  que  se  acreditava que o batismo produzia o perdão  do pecado, muitos pensavam  que

prorrogando   o   batismo   obteriam   o   máximo   benefício.   Portanto,   algumas   pessoas,   como Constantino, esperavam batizar-se apenas sobre o leito de morte!

Como disse anteriormente, a “oração do pecador” eventualmente substituiu a função bíblica do batismo na água. Embora seja apresentado hoje como bíblica, a “oração do pecador” é uma invenção recente. D. L. Moody (1837-1899) foi o primeiro a utilizá-la.

Moody empregou este “modelo” de oração no treinamento de seus obreiros evangelísticos. Mas isto não chegou a ser muito popular até 1950-60 com o tratado denominado Paz com Deus de Billy Graham e mais adiante com as Quatro Leis Espirituais da Cruzada Estudantil Para Cristo.

O dístico “salvador pessoal” é outra inovação moderna que saiu do gênio do avivamento americano do século XIX. Na realidade foi engendrado em meados do século XIX. Para ser exato nasceu por volta de 1858. Chegou a ser bem popular com Charles Fuller (1887-1968). Fuller, literalmente, usou esta frase milhares de vezes em seu programa de rádio incrivelmente popular “A Hora do Velho Avivamento” irradiado entre 1940 e 1970. Seu programa alcançava desde a América do Norte até cada rincão do mundo. Quando ele morreu, o programa foi retransmitido por mais de 500 emissoras ao redor do mundo.

Hoje, o dístico “Salvador Pessoal” é utilizado tantas vezes que parece ser bíblico. Mas considere o absurdo de utilizá-lo. Alguma vez você já foi apresentado assim por algum de seus amigos “Este é meu ‘amigopessoal’Fulano de Tal”?

Aparte do fato desta frase ter poucos pontos de contato com a vida real há um problema maior. O dístico “Salvador Pessoal” limita Jesus ao que acreditamos ser nossa vida pessoal. O fato é que Jesus Cristo nos salva em todas as dimensões da vida — seja pessoal, impessoal, interpessoal, coletiva, etc. Ele é o Salvador de cada rincão, gruta e local do templo.

O “Salvador Pessoal” também reforça um cristianismo altamente individualista. Mas o NT desconhece uma fé cristã que sugere “apenas Jesus e eu”. Pelo contrário, o cristianismo é intensamente coletivo, é uma vivência entre o corpo (coletivo) de crentes que conjuntamente O reconhece como Senhor e Salvador.

 

Por nossa tradição, esvaziamos o verdadeiro significado e o poder por trás do batismo na água. Propriamente concebido e praticado, o batismo na água é a confissão de fé inicial do crente diante dos homens, demônios, anjos e Deus. O batismo é um sinal visível que revela nossa separação do mundo, nossa morte com Cristo, o enterro do velho homem, a morte da velha criatura, e a purificação pela Palavra de Deus.

O batismo nas águas é a forma neotestamentária da conversão/iniciação. É a idéia de Deus. Substituí-lo pela invenção humana da “Oração do Pecador” é esvaziar o batismo do seu testemunho divino.

 

Extraído do livro O Cristianismo Pagão de Frank A. Viola, pág. 109-111 e 114-115.

Por que batizar por imersão?

Publicado: 5 de setembro de 2008 em Batismo

O batismo é um mandamento do Senhor (Mateus 28:19), e quem crê deve ser batizado. Mas alguém pergunta: “Batizar, sim… mas por que por imersão?” Considere os  quatro pontos abaixo.

1) O Exemplo Bíblico – A Bíblia não afirma que os batismos ali descritos foram por imersão (nem seria necessário; veja o ponto 4), mas eles são associados com muita água, sugerindo tal pratica (João 3:23; Atos 8:38-39, etc.).  

2) O Exemplo Histórico – Historiadores escrevem que, no inicio desta era, o batismo era por imersão; formas diferentes só apareceram depois.

3) O Significado do Batismo – O significado do batismo é exposto em Romanos 6:1-14 é um testemunho de que o cristão está identificado com Cristo, morrendo para o pecado e ressuscitando para uma nova vida. A imersão expressa isto perfeitamente: ao desaparecer nas águas estamos, simbolicamente, sendo sepultados com Cristo; ao emergir, ressuscitamos, em figura com Ele. Nenhuma outra forma de batismo pode representar estas verdades tão adequada e claramente.

4) O significado da Palavra – A palavra “batismo” não é propriamente da língua portuguesa, mas foi transliterada do vocábulo grega que significa “imersão, mergulho”. Portanto, quando a Bíblia fala de batismo, está usando uma palavra que quer dizer mergulhar, imergir.

O ensino da bíblia é claro. O Senhor Jesus ordenou que quem cresse fosse batizado (literalmente, “mergulho”), num testemunho publico da transformação que a salvação produz. Foi assim que a igreja primitiva e os apóstolos fizeram. Sem duvida é assim que devemos fazer, ainda hoje.

W.J.W.

O BATISMO CORRETO

Publicado: 1 de fevereiro de 2008 em Batismo

Tanto o “batismo infantil” como o “batismo por aspersão”, não estão de acordo com o Evangelho Eterno. Mas somente o batismo por imersão, e isto, após o sincero  arrependimento e conversão genuína à Cristo. O batismo pode ser realizado em tanque, rio, lago e outros locais, onde existir o elemento água. O batismo não salva ninguém. Pois, a salvação está em Cristo Jesus. Mas o batismo possui um significado espiritual profundo; qual seja, o de passar pelo sangue ou sacrifício expiatório de Cristo, para que seja definitivamente destruído em nós o corpo do pecado. É bom ser mergulhado neste Sacrifício de amor, para não acontecer, ficar aquém deste Sacrifício. “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes”. Gl. 3: 27; Rm. 6: 1-14. O batismo é bom que seja ministrado por um varão regenerado, e que realmente esteja “em Cristo”. Notem que o Senhor Jesus escolheu homens, e não mulheres, para ministrar a Ceia, o batismo, ou liderar igrejas. Convém zelar pelos ensinos apostólicos. Se elas verdadeiramente seguem a Cristo, humildemente hão de reconhecer no Evangelho Eterno o seu devido lugar. Cremos que a forma mais correta para o batismo é, levantar a mão direita sobre a pessoa que vai ser batizada e ao mesmo tempo, pronunciar as palavras batismais, sem omitir os “e” distintivos existentes entre o Pai “e” o Filho “e” o Espírito Santo. Lembramos que os apóstolos faziam todas as coisas “em nome de Jesus Cristo”. Quem mandou batizar, porventura foi César, Buda, ou Maomé…? Ou os apóstolos batizavam em seu próprio nome?… Onde estaria então a humildade deles?… Sim, quem mandou batizar?… Porventura, não foi o Rei dos reis, o Senhor Jesus Cristo?… Sim!… E como mandou batizar?… “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Portanto, ainda que o “nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” esteja no nome de Jesus Cristo, pois Jesus é a revelação do Pai. Jo. 17: 11,12.  Assim deve ser o Batismo correto: Irmão (ã), “EM NOME DE JESUS CRISTO”, (eu) te batizo “EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO”. E imediatamente mergulhar inteiramente a pessoa na água. E se por algum descuido parte do corpo ficou de fora, pode ser mergulhado em seguida novamente. Contudo, sem pronunciar de novo as palavras batismais. Abrange Atos 2: 38 e Mt. 28: 19. Agindo assim, o ministro estará obedecendo ao mandato do Senhor, e deve estar escondido, refugiado “em Cristo”. Conforme o idioma o segundo “EM” para efeito batismal pode ser “NO”. Assim: te batizo “no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. De toda a forma vai redundar no nome de Jesus Cristo. É bom que todos saibam que o Batismo não salva ninguém. Pois a salvação está em Cristo Jesus. Mas recebendo o batismo em obediência ao Senhor, a pessoa morre para o mundo de pecados; dispõe-se e passa (se for fiel) a viver eternamente com Deus, em Cristo Jesus Ressuscitado. Viaja para o Céu. Enquanto o mundo “jaz no maligno”. Em Lucas 18: 16. Está escrito: “Jesus, porém, chamando-as para junto de si ordenou: Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus”. Se “dos tais é o reino de Deus”, devemos concluir que todas as crianças do mundo, que ainda não chegaram ao que chamamos de uso da razão, ou discernimento do bem e do mal, estão dentro do “Reino de Deus”. Estão acolhidas e protegidas por estas palavras de Jesus Cristo. Jesus as inclui sem reserva em Seu plano redentor. Acolheu-ás todas. Logo todas as crianças do mundo estão salvas. Não necessitam de batismo até discernirem que também têm pecado. E precisam do Senhor Jesus Cristo. E se decidam, livre e espontaneamente a seguí-lo. Então sim, devem ser batizadas. Mas, nunca devemos impedi-las de chegar-se à Cristo. Esta é a Sua vontade, que desde pequenas elas sejam instruídas e aprendam a seguí-lo. Por outro lado. Batizar-se em lugar de outrem, ou por alguém que já tenha falecido; ou fazer rezas e missas pelos que já partiram, contrariam completamente os ensinos de Cristo. Está escrito: “Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o poderá remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate (pois a redenção da alma dele é caríssima e cessará a tentativa para sempre)”. Sl. 49: 7,8. Essas práticas são desvios oriundos de doutrinas de homens e más interpretações do Evangelho Eterno. Notai que dos dois malfeitores, ou pecadores, que foram crucificados ao lado de Jesus, um se converteu ao Senhor e foi acolhido. Jesus, por certo, não necessitava ser batizado. Mas certamente batizou-se por aqueles que O aceitam em vida, como este, e não dá tempo de serem batizados. Pois, o Seu plano Salvador, é completo e perfeito em todos os sentidos. E o outro pecador, ou malfeitor, tão perto, junto à “Porta da Salvação” que é Cristo; vendo e ouvindo tudo, se manteve rebelde. Não aceitou a Cristo. Não foi purificado no “Sangue do Cordeiro”, e partiu em trevas para o além… Adiantaria alguém rezar dez milhões de missas por ele, para salvá-lo?… Ou aceitaria Deus, que alguém se batizasse dez milhões de vezes para salvá-lo?… Não rejeitou ele, em vida, o único Sacrifício aceito por Deus Pai para remissão de pecados, que é o Sacrifício de Cristo?…TEMEI A DEUS E DAÍ-LHE GLÓRIA, POIS É CHEGADA A HORA DO SEU JUÍZO; E ADORAI AQUELE QUE FEZ O CÉU, E A TERRA, E O MAR, E AS FONTES DAS ÁGUAS. Com Deus não se brinca. Leiam a parábola do rico e Lázaro, Lc. 16: 19- 31; e 2 Pe. 2: 4-9. E em Provérbios 15: 24, está escrito: “Para o entendido há o caminho da vida que o leva para cima, a fim de evitar o inferno em baixo”… Ao passar pela morte física muitos terão a triste surpresa de entender, que nunca mais poderão entrar no Céu de Cristo… Por isto, Cristo Jesus, sendo o Verbo Eterno se fez carne. A fim de que, por um único Sacrifício na Cruz, fosse apagado no homem o pecado, mediante a fé, estando este ainda em vida, isto é, na carne.        Da terra a pessoa (alma, ou espírito), parte ou para o Céu, ou para o Inferno. E quem manda e comanda, permanece e prevalece, é a Palavra do Todo-poderoso Deus. 

J. Bertuol